30/11/2021 às 15h53min - Atualizada em 30/11/2021 às 16h06min

Apagão da mão de obra em TI é combatido com eficiência ágil

Não há tempo para esperar por grandes programas de educação profissional que possam equilibrar a oferta em relação à necessidade

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SALA DA NOTÍCIA Ademir Morata
* Por Marcelo Lino Cunha, Diretor de Marketing e Vendas na e-Core
 

Entre todos os desafios a serem enfrentados pelas empresas brasileiras na busca por seus objetivos nos próximos anos, um dos mais difíceis de superar, sem dúvida, será a questão da falta de mão de obra qualificada para o desenvolvimento de tecnologias.

Dez entre dez estudos sobre o assunto mostram que a demanda por esses profissionais, que já é maior do que a oferta atualmente, terá uma defasagem muito mais acentuada no futuro próximo formando aquilo que alguns convencionaram chamar de ‘Apagão da mão de obra”, numa analogia à falta de energia elétrica que deixa as cidades na escuridão.

Diante desta realidade, existem soluções de médio e longo prazo que precisam ser adotadas envolvendo a iniciativa privada, os governos e a academia, no entanto, uma atitude que pode e deve ser iniciada imediatamente, e que só depende das próprias empresas, é apostar na luz que vem do ganho de eficiência com o uso de métodos ágeis.

Precisando inovar para, no mínimo manter, seu atual patamar de relevância no mercado e não perder espaço para a concorrência, não há tempo para esperar por grandes programas de educação profissional que possam equilibrar a oferta em relação à necessidade. É preciso ser criativo e encontrar formas de produzir mais com um menor número de pessoas.

A densidade da escuridão

Um levantamento realizado pela Softex, organização social voltada ao fomento da área de TI, revelou que a carência de profissionais de TI no Brasil já em 2022 será de 408 mil postos de trabalho. O estudo, que integra o Projeto TechDev Paraná, e conta com a participação da regional local da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro-PR), do Governo do Estado e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação, mostra ainda que o problema não é novo. Somente entre 2010 e 2020 essa situação produziu perdas acumuladas que alcançam R$ 167 bilhões.

Outra pesquisa, desta vez da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais (Brasscom) afirma que seriam demandados 420 mil novos trabalhadores pelo setor entre 2019 e 2024. Com esta perspectiva, os autores do trabalho concluíram que anualmente deveriam ser formados 70 mil novos profissionais, mas este número só tem chegado a, no máximo, 46 mil trabalhadores.
Gerando luz própria a médio prazo

Diante deste cenário, as organizações já entenderam que é preciso tomar iniciativas próprias com o objetivo de acelerar a formação de profissionais de maneira independente aos programas governamentais.

Assim, a criação de universidades corporativas, programas de incentivo que financiam estudos para seus colaboradores e uma grande variedade de ações desta natureza surgem como alternativas de médio prazo.

O brilho imediato da eficiência ágil

Essas iniciativas precisam de tempo para trazer os resultados desejados, mas as organizações não podem esperar. Neste sentido, os princípios ágeis ganham total relevância como possibilidade imediata de ganhos de eficiência sem a necessidade de aumentar o número de colaboradores.

Suas características de adaptabilidade, colaboração aberta, aprendizagem contínua e auto-organização ajudam, por exemplo, na formação de equipes menores distribuídas que conseguem trabalhar com mais eficácia.

O estrategista de marketing da Atlassian, Chandler Harris, afirma que à medida que as equipes e os locais de trabalho distribuídos crescem, é importante ter métodos de trabalho remoto claros e concisos, processos, ferramentas e formas de trabalhar em escala.

A visibilidade do caminho a seguir

Outra contribuição da metodologia ágil é o conhecimento sobre as reais necessidades em termos de mão de obra para cada projeto. Ao estabelecer métricas de acompanhamento e melhorias contínuas para o fluxo de trabalho, o modelo ágil oferece às organizações a possibilidade de se planejar com maior nível de assertividade.

Baseada em dashboards desenvolvidos para revelar o exato estágio em que cada projeto se encontra, a empresa pode administrar melhor seu time de desenvolvimento, por exemplo.

Muitas vezes um simples remanejamento permite atender satisfatoriamente a uma demanda imediata mais volumosa, evitando contratações que parecem inevitáveis para o momento, mas que geram níveis perigosos de ociosidade pouco mais à frente.

A verdade é que poder acompanhar e compartilhar métricas ágeis reduz as incertezas, mostra os progressos ou retrocessos das equipes durante todo o ciclo de desenvolvimento e assim permite a mensuração exata sobre a relação entre o tamanho do time frente aos desafios que ele terá que enfrentar.


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