11/05/2022 às 15h40min - Atualizada em 12/05/2022 às 14h27min

Aluno de escola pública de Ensino Médio Integral é aprovado em 1º lugar em Engenharia de Computação

Durante o ensino médio em Aracaju (SE), o jovem Alex Melo fundou um clube de programação que hoje conta com parcerias da Stoodi, Nexo Jornal e Alura

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Engajado em projetos estudantis de grande impacto, o jovem Alex Melo, ex-aluno do Atheneu Sergipense, escola pública de EMI - Ensino Médio Integral (modelo de ensino nacional, público e gratuito), foi aprovado em 1º lugar no curso de Engenharia de Computação na Universidade Federal de Sergipe. Parte dessa conquista foi inspirada pela sua experiência em tecnologia, desenvolvida ainda no EMI, por meio de um clube de protagonismo de programação que o estudante crio junto a outros colegas. Hoje, o projeto conta com o apoio de renomadas empresas parceiras, como a Stoodi BR, Nexo Jornal e Alura.  

Após apresentar grande potencial de crescimento e envolvimento dos alunos, o clube se tornou um Laboratório de Inovação, que hoje ensina sobre programação, marketing, design e produção de conteúdo, dentro das disciplinas eletivas – matérias disponíveis para serem escolhidas pelos estudantes para ampliarem a sua formação básica. Recentemente, o laboratório foi aceito para participar da 1Bi Labs da Fundação 1Bi, passando a receber mentoria de profissionais do Grupo Moville (Sympla, PlayKids e iFood).  

"Por meio do investimento dos apoiadores, transformamos o clube em um modelo de referência dentro do colégio, capaz de promover uma formação profissional na área tecnológica para estudantes e professores, colaborando inclusive para o Projeto de Vida daqueles que, assim como eu, desejam continuar trilhando o caminho que aprenderam", conta Alex.  

O objetivo de Alex, que continua auxiliando outros estudantes nos cursos ministrados dentro do laboratório, é que o projeto seja replicado em várias outras escolas. "A tecnologia é o futuro para os alunos e para os professores, principalmente. Apoiar essa ideia é estimular os jovens a aprenderem que podem programar, criar, ter acesso a ideias diferentes, conhecer um pouco sobre marketing, design e outras temáticas para além da escola. É isso que o Ensino Médio Integral faz e que o laboratório se baseia: criar novas perspectivas para a vida, potencializando o conhecimento e aumentando as chances de boas conquistas profissionais", reforça o estudante.  

Trajetória no Ensino Médio Integral e construção do Projeto de Vida 

Por meio do aprendizado no EMI, Alex conseguiu se destacar e desenvolver ainda mais suas habilidades, especialmente nos Clubes de Protagonismo e atividades interdisciplinares, que o ajudaram a trabalhar seu repertório, dicção, timidez, oratória, senso de liderança e muito mais.  

Antes de se envolver na criação do Laboratório de Inovação, o aluno já participava ativamente do Atheneu ONU, projeto de simulação das Assembleias das Nações Unidas idealizado para incentivar o debate de temáticas diversas entre os jovens. As pautas variavam de democracia, trabalho, direitos humanos, novas tecnologias, equidade de gênero e mais. Na pandemia, a iniciativa ganhou visibilidade nas redes e conquistou olhares de personalidades como Luiza Trajano, Mariana Ferrão, Mateus Solano, Iberê Thenório, André Fatala, jornalistas da Globo local e empresários da região. 

"Em 2019 participei como aluno ouvinte e em 2020 fui convidado para ajudar na organização e estruturação de todas as ideias.  Isso aconteceu graças ao professor Yuri, que me deu a oportunidade de explorar minha criatividade no projeto. Eu tinha muita vergonha de expor as minhas ideias e colocá-las em prática, mas a partir do acolhimento dele e da estrutura que o EMI oferece, consegui trabalhar esse lado, com liberdade para criar ações grandes, sabendo que daria conta", relembra Alex.  

Conheça o EMI  

Ao apostar no Protagonismo Juvenil e no Projeto de Vida, o EMI procura se conectar à realidade dos estudantes, focando no desenvolvimento das habilidades e competências socioemocionais. Um modelo de ensino moderno, público e gratuito, que foca em auxiliar os jovens na construção de seus planos para o futuro.  

Através de uma jornada escolar ampliada, de 7h a 9h diárias, o Ensino Médio Integral  oferece uma proposta diversificada, além do conteúdo pedagógico regular. Os estudantes têm aulas e atividades para conhecer técnicas que desenvolvem o hábito de estudar com autonomia por meio de suas próprias buscas e pesquisas, por exemplo. 

Em todo o país, 1 em cada 5 escolas públicas de Ensino Médio são de Ensino Médio Integral (EMI), totalizando cerca de 4301 escolas e 960 mil estudantes. A modalidade apresentou crescimento exponencial no último IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), reforçando sua assertividade. Os índices de desempenho e rendimento também surpreendem. Enquanto a média nacional do IDEB foi de 3.9 pontos, o Ensino Médio Integral atingiu 4.7 pontos na média nacional, superando a meta Brasil de 4.6 pontos. Apesar de acumular os melhores resultados do Ensino Básico, o modelo, que promove a formação integral e cidadã dos jovens, ainda é pouco conhecido. 


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