25/05/2024 às 14h30min - Atualizada em 28/05/2024 às 12h45min

Segurança hídrica merece atenção

Mudanças Climáticas

Renato Nalini
Domínio Publico
            Tenho repetido, qual mantra: “sem petróleo é possível viver; sem água, não”. Por isso a preocupação mundial com a escassez de água. Até um país superdotado pela natureza de quantidade razoável de água doce, como o Brasil, se encontra às voltas com a insuficiência dela. É que existe muita poluição das águas, sua contaminação em virtude de exploração de minérios, despejo de substâncias venenosas, arremesso de toda espécie de resíduo que deveria ter destinação adequada, mas que a falta de educação coletiva joga nas ruas. Quando chove, esses dejetos vão para as bocas de lobo e bueiros e chegam aos córregos.
            Também não é saudável que exista perfuração irregular de poços artesianos, pois eles podem comprometer o lençol freático e os aquíferos. Daí o cuidado de alguns municípios, em recuperar córregos e riachos, procedendo a constante limpeza e tentando reverter a escassez mediante a restauração da mata ciliar.
            As comunidades mais vulneráveis são exatamente aquelas que mais sofrem com a falta d’água. E é preciso pensar em um projeto audacioso, porém necessário, de ressurreição dos cursos d’água canalizados ou apenas cobertos pelo asfalto sobre o qual correm nossos veículos. As maiores cidades do mundo estão preocupadas em devolver à natureza aquilo que dela subtraíram e que, agora, causa prejuízos a todos.
            A tarefa é complexa e dispendiosa. Mas não há outra fórmula de fazer com que as cidades tenham qualidade de vida compatível com as exigências de uma sociedade ávida por exigir os direitos que lhe são assegurados. Dentre os quais, não é o menos importante o direito à sadia condição existencial, com o equilíbrio ecológico garantido na Constituição da República, a partir daquela que foi considerada a mais bela norma fundante do século 20: o artigo 225 da nossa Carta Magna.
            E você? O que está fazendo para que nossas reservas d’água permaneçam e se tornem a cada dia mais fruíveis pelos viventes?

*José Renato Nalini é Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo. 
 

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LUCIANA FELDMAN
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