09/04/2021 às 16h09min - Atualizada em 10/04/2021 às 00h00min

Cinco dicas para aprender novos idiomas sozinho e se qualificar para o mercado de trabalho

Os passos simples e eficazes são indicados por Anna Murakawa, violinista expert em alta performance, PhD em aprender como aprender e poliglota fluente em sete línguas

SALA DA NOTÍCIA Geovanna Bastos Portante

No mundo moderno, as fronteiras são consideradas uma coisa do passado. Graças à internet, a conexão com novas culturas e línguas é uma situação frequente e alcançável. Em contrapartida dos benefícios e conhecimentos gerados por essa possibilidade, a competitividade no mercado de trabalho aumentou. Isso porque a necessidade de saber um segundo idioma, sendo o inglês o principal deles, vem se tornando, para a maior parte das empresas do país, pré-requisito quase que obrigatório no currículo.


“As pessoas que sabem mais de um idioma estão liderando os caminhos, pois conseguem se comunicar com mais eficácia, têm uma visão de mundo ampliada e estão abertas a entenderem diferentes culturas”, explica Anna Murakawa, violinista brasileira que fala, fluentemente, sete idiomas e que é referência no cenário da música clássica nacional e internacional. A especialista em alta performance, com PhD em música com foco em aprender como aprender, vive, atualmente, em Sydney, na Austrália e sabe como o aprendizado de novas línguas é de extrema necessidade, ajudando a abrir portas e alcançar sonhos. “Aos 17 anos, saí do Brasil para estudar música na Bulgária, sem falar inglês e nem tampouco Búlgaro. Passei por muitos momentos ruins e me senti humilhada diversas vezes, até que entendi o poder da comunicação e prometi a mim mesma que nunca mais deixaria de entender algo ou de ser entendida”, complementa.

 
Além de melhores oportunidades de trabalho, Anna, que é professora da Universidade de Sidney, lista outros benefícios em aprender um novo idioma. Entre eles, estão a melhora na compreensão do idioma nativo, a possibilidade de manter o cérebro trabalhando em um ótimo exercício, o efeito positivo no crescimento intelectual, a maior sensibilidade e nitidez na escuta e o retardamento de doenças associadas ao envelhecimento e ao cérebro, como demência e Alzheimer, além da sensação de auto-realização, ao perceber que é possível aprender novos idiomas de forma prática, rápida e sem sair do país ou desembolsar valores altos em cursos especializados.
 

“A determinação é a primeira característica essencial para iniciar a jornada. Com ela interiorizada, esqueça o que você aprendeu na escola sobre idiomas. Não comece pela gramática ou aprendendo palavras que você raramente vai usar no seu dia a dia. O segredo é se expor, ao máximo, a nova língua, seja por meio de músicas, filmes, podcasts, conversas com nativos presencialmente ou online, entre outros. Fale, cante, repita e se lembre que o objetivo do aprendizado de um idioma é a comunicação”, aponta Anna, que tem domínio do português, inglês, búlgaro, francês, italiano, russo e espanhol e que lista, abaixo, as cinco dicas principais para alcançar a fluência em pouco tempo, desvendando um novo mundo, por meio de uma nova linguagem.


Dica 1: Entenda os sons 

Existe uma lógica no aprendizado. O ser humano, naturalmente, adquire um idioma através do som. É preciso ouvir, entender, tentar dizer, inúmeras vezes, até acertar e continuar esse ciclo. “Uma vez que os sons passem a fazer sentido para a pessoa, fica muito mais fácil conseguir assimilar as palavras e frases. Focar também na pronúncia irá acelerar o processo de aprendizado”, conta a musicista. 


Dica 2: Amplie seu vocabulário com palavras em comum entre os idiomas

As palavras em comum são chamadas de cognatos. Elas existem porque, etimologicamente, têm uma origem comum. Entre o português e o inglês, por exemplo, existem cerca de 3000 cognatos. Ou seja, o brasileiro já sabe cerca de 3000 mil palavras do idioma americano. "É preciso, apenas, entender os sons e em como essas palavras foram transformadas no idioma de estudo. Assim, em um piscar de olhos, o novo vocabulário já estará muito mais extenso”, diz a poliglota, que já viveu também nos Estados Unidos.
 

Dica 3: Saiba qual é o seu vocabulário ativo

Após saber os cognatos, é preciso se perguntar quais são as palavras e frases que mais se usam no cotidiano. Um erro muito cometido é aprender, primeiramente, palavras que quase não são usadas e deixar as coisas que mais importam para depois. Dê prioridade para o vocabulário que faz sentido para aquilo que é usado na sua vida e, depois, amplie-o para outras palavras e expressões. “Estude essas palavras e essas estruturas gramaticais. Se eu sou violinista, de nada adianta eu saber falar ‘girafa’, ‘hipopótamo’ e outras palavras que eu não falo nem no português ao longo do meu dia a dia. Eu preciso focar, antes, em saber falar música, violino, escutar, comer, andar, entre outras ações e temas básicos da minha vida”, reforça Anna, que já morou em quatro continentes diferentes. 


Dica 4: Seja consistente durante o aprendizado

Se está estudando um idioma uma vez por semana, saiba que está aprendendo da maneira errada. “Quando aprendemos algo hoje e deixamos para revisar só depois de uma semana, a porcentagem de retenção desse conteúdo é muito baixa. Melhor estudar 10 minutos por dia do que 3 horas em um sábado. É como tomar banho, você tomar um banho hoje não significa que você não vai precisar de banho amanhã”, explica. 


Dica 5: Se jogue em filmes, livros, vídeos e podcasts

Grande parte das pessoas já ouviram essa dica antes, mas o mais importante quando se está começando a aprender um idioma é que a pessoa consuma coisas relacionadas a tópicos que ela goste e já conhece. “Na primeira vez, você vai entender uma palavra, depois duas, e assim por diante. Isso faz parte do processo, mas você já vai saber o contexto e isso vai te ajudar a compreender o idioma e as estruturas gramaticais de uma maneira muito mais rápida”, finaliza a especialista, que é fundadora da Anna Murakawa Academy, espaço virtual onde fornece cursos que compartilham todo o conhecimento que adquiriu ao longo da vida e de todos os seus estudos.


Sobre Anna Murakawa
Anna deixou o Brasil aos 17 anos para investir em sua carreira internacional como violinista. Desde então, já morou em 4 continentes, fala 7 línguas e construiu uma carreira impactante como artista, influenciadora digital e expert em alta performance. Musicista, compositora, produtora, empresária e mentora, Anna já performou com artistas renomados nacionais e internacionais como Ivete Sangalo, Toquinho, Família Lima, Eminem, Michael Bublé, One Republic, Delta Goodrem, Jessica Mauboy, Samantha Jade, dentre outros. PhD em música com foco em aprender como aprender, a especialista já ajudou centenas de pessoas como professora na Universidade de Sydney, na Austrália, país que atualmente mora, e através de seus cursos online. Em suas redes sociais, @annamurakawa.violin inspira e influencia seus mais de 500 mil seguidores, compartilhando seu estilo de vida e conteúdos diários sobre aprendizagem, foco, mindset de sucesso, sonhos, arte, experiências e outros temas que buscam impulsionar as pessoas a entrarem em ação e seguir na direção de seus objetivos.


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