13/05/2022 às 19h17min - Atualizada em 14/05/2022 às 00h00min

Sexta-feira 13: A importância de dar uma chance aos gatos pretos

Símbolo de misticismo e “má sorte”, os bichanos de pelagem escura normalmente não são a primeira escolha dos adotantes

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SALA DA NOTÍCIA Rosangela Andrade
Shutterstock

 

 

Os gatos têm se tornado os animais mais populares entre os tutores nos últimos anos. Apesar disso, por conta da descendência ‘selvagem’, estes animais ainda são alvo de muitas superstições e ideias sem fundamento. Segundo a OMS, há 10 milhões de gatos abandonados no Brasil, e, dentro desse número, a maioria são os de pelagem escura.

A sexta-feira 13 é considerada uma data de azar, sempre relacionada — de maneira infundada — ao gato preto. Nesse contexto, destacamos a importância de dar uma chance aos gatos pretos, e de ajudar a diminuir o preconceito que eles sofrem mostrando para as pessoas que, na verdade, eles são apenas pets como qualquer outro e precisam de muito amor e carinho.

“Já é comprovado cientificamente que a convivência com gatos traz muitos benefícios para o ser humano, como a diminuição do estresse, depressão e ansiedade, melhora na imunidade, ajuda no desenvolvimento mental de crianças, etc. A maioria das pessoas que julgam os gatos de maneira negativa faz isso pela falta de informação e pelo preconceito carregado em toda a história de domesticação dele”, explica Thais Matos, médica veterinária da DogHero, maior empresa de serviços para pets da América Latina.

E de onde vem a história do azar? Durante a história, os felinos passaram por muitas situações. No Egito, os gatos de todas as cores tiveram a sua melhor fase, pois eram considerados deuses e adorados pela população. O gato preto chegou até a ser venerado pelos antigos egípcios, que acreditavam que eles eram símbolo de boa sorte e tinham personificação da deusa Bastet, que era retratada com a cabeça de um gato preto e um corpo humano.

Mas, a expansão do Cristianismo fez com que os gatos saíssem do estado de adoração e passassem a ser perseguidos, especialmente os gatos pretos, que eram considerados a cor do mal e bruxas disfarçadas. Esses acontecimentos, iniciados na Idade Média, foram responsáveis pela errada associação do gato preto com o azar e por creditar à sexta-feira 13 a data relacionada às trevas e às bruxas.
 

Mesmo sendo a maioria, visto que, segundo o ASPCA (American Society for the Prevention of Cruelty to Animals), existem mais gatos pretos do que qualquer outra cor de pelagem, eles ocupam o último lugar na lista de preferência dos adotantes, ficando anos e anos a espera de um humano para lhes dar o amor e carinho que tanto merecem.

Gatos indoor | Foto: Freepik

E para quem quer adotar um gatinho, separamos algumas dicas fundamentais para esse processo:

Gatos demandam tempo — Muitas pessoas acreditam que, por serem mais independentes, os gatos não demandam tempo. De fato, é um animal com um nível de independência maior, mas isso não significa que eles não se sintam sozinhos ou que não precisam de companhia. É importante entender que vai, sim, existir a necessidade de dedicar um tempo ao seu bichano.
 

Consulte um veterinário — Um passo fundamental na adoção de qualquer animal, os gatos não são diferentes. Entender quais os pontos principais de cuidado e a visão de um especialista sobre a saúde do seu animalzinho é muito importante. Vacinas, vermífugos, check-ups, castração e, até mesmo, ajuda na hora de escolher a ração ideal, são processos que um médico veterinário pode auxiliar o tutor.
 

Enriquecimento ambiental — Apesar de dormirem de 15 à 20 horas por dia, quando acordados, os gatos gostam de brincar e gastar as energias, principalmente os filhotes. Ter um ambiente enriquecido com arranhadores, prateleiras (gatos gostam de ficar no alto!) e brinquedos diversos ajudará o gatinho a não se entediar facilmente.
 

Gatos devem ficar em casa — Muitas pessoas ainda acreditam que os gatos precisam de “passeios” para ficarem felizes, mas isso é falso. Além de diminuir drasticamente a expectativa de vida - gatos que vivem na rua ou têm acesso a ela, vivem em média 6 anos, enquanto gatos que ficam em casa podem viver até 20 anos. O animal que visita à rua pode contrair uma série de doenças, como FILV e FELV, vermes, pulgas, carrapatos, sofrerem maus tratos e também acabar com populações de animais silvestres locais, dado seus hábitos de caça. Por isso, é fundamental que apartamentos sejam rolados e as casas não tenham acesso à rua.
 

“Além de todos esses pontos, é importante frisar que os gatos gostam de água corrente ou fresca, então, é sempre bom considerar uma fonte, para eles serem estimulados a consumir mais água e não tenham um problema renal no futuro”, finaliza Thais.
 

Sobre a DogHero - DogHero é a maior empresa de serviços para animais de estimação da América Latina. Pelo seu app e site, conecta quem tem pet a uma comunidade de heróis - formada por anfitriões, pet sitters, passeadores e veterinários -, que ajudam na rotina de cuidado com a saúde e bem-estar dos pets. Atualmente, a comunidade de heróis conta com mais de 30 mil cuidadores, que passam por um extenso e rigoroso cadastro e recebem orientação adequada, disponíveis em cerca de 750 cidades no Brasil. Listada pela Tracxn entre os 22 “minicórnios” em ascensão para o ano de 2021, a DogHero foi fundada em 2014 pelos empreendedores brasileiros Eduardo Baer e Fernando Gadotti. Em outubro de 2020, o marketplace de serviços se uniu à Petlove, Vetsmart e Vetus, construindo assim o maior ecossistema pet do país - a Petlove&Co -, com o propósito único de facilitar a rotina de quem tem pet.




 
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